25 veículos independentes para se inspirar

Vivemos tempos difíceis em todas as áreas. Na política, na economia, nos relacionamentos e, é claro que, o jornalismo não escaparia incólume! Bem pelo contrário, está no olho do furacão com princípios e posturas constantemente questionados. Inclusive pelos próprios profissionais. Tenho visto a cada dia mais e mais jornalistas inconformados com a mordaça e com a qualidade, ou a falta dela, no jornalismo produzido na velha mídia (isso, a hegemônica). Um post inteiro dedicado aos problemas atuais seria pouco!

Mas, como nossa missão não é debater problemas e sim soluções, a pergunta é a seguinte: ok, não está fácil para ninguém, mas e VOCÊ o que está fazendo para mudar essa realidade? O que você jornalista, que é o cara da informação, o vetor de transformações sociais, está de fato, produzindo? Ou o que você vai fazer para transformar esse cenário? Não precisa responder agora. Aproveite os exemplos que coletamos para refletir nesta lista que atualiza nosso artigo 9 veículos independentes que você precisa conhecer e apresenta sites, agências de notícias, conteúdo especializado, coletivos e cooperativas de jornalistas.

1. Nexo

Nexo é um jornal digital sobre os principais fatos do Brasil e do mundo, criado em 2015 em São Paulo. Seu compromisso é apresentar interpretações equilibradas de forma independente e original. Faz curadoria de notícias, uma atividade tendência do novo jornalismo.

Como monetiza: por assinaturas de leitores.

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2. Outras Palavras

Lançado em 2009, o Outras Palavras é uma referência em comunicação compartilhada ou mídia livre. Seu foco é uma temática pouco presente neste universo: o exame crítico da globalização, as novas culturas políticas da autonomia e os movimentos de ocupação das redes e das ruas. A linha editorial do site é o “pós-capitalismo”, por um lado frisando a obsolescência das lógicas associadas ao sistema ainda hoje hegemônico (mercantilização da vida, lucro como valor supremo, concentração de riquezas, redução da natureza a “recurso”), e por outro, iluminando propostas e alternativas que vem surgindo em todos os planos da vida social.  É de São Paulo.

Como monetiza: publicidade no site, parcerias e crowdfunding.

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3. Az Mina

AzMina é uma Associação de Jornalismo Investigativo, Cultura e Empoderamento Feminino, sem fins lucrativos, criada em 2015. Seu lema é usar a cultura e a informação para embasar o debate e empoderar mulheres. A Revista AzMina, uma publicação online e gratuita, para mulheres de A a Z é seu principal produto.

Como monetiza: crowdfunding, doação de Pessoas Jurídicas, oficinas e eventos beneficentes. Mas ainda não se mantém.

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4. Mídia Ninja

Mídia Ninha é uma rede de coletivos e comunicadores que produzem e distribuem informação baseados na lógica colaborativa. Tanto para criar como para compartilhar conteúdos como reportagens, documentários e investigações no Brasil e no mundo. Se firmou a partir dos protestos de 2013.

Como monetiza: crowdfunding, doações, financiamento de fundações, prêmios e projetos específicos.

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5. Jornalistas Livres

Jornalistas Livres é uma rede de coletivos que nasceu da diversidade em 2015, em São Paulo. Se denominam um contraponto à falsa unidade de pensamento e ação do jornalismo praticado pela mídia tradicional. Os valores do JL são a paixão pela democracia e a defesa radical dos direitos humanos. Cobre todo o Brasil.

Como monetiza: crowdfunding, mas ainda não se mantém.

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6. Revista Berro

A Revista Berro é uma aglutinadora de muitos berros que são silenciados. Publicação independente sobre sociedade, arte, cultura, comunicação, literatura e humor, criada em 2013. Sua principal missão é produzir um conteúdo crítico e contra-hegemônico ao da mídia empresarial e tem o Bode Berro como mascote e guru. É de Fortaleza, mas cobre todo o Brasil.

Como monetiza: doação de Pessoas Jurídicas e futuramente por crowdfunding.

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revista berro 

7. Repórter de Rua

O Repórter de Rua é um coletivo independente de reportagem multimídias criado por um grupo de jornalistas de Mossoró, interior do Rio Grande do Norte, em 2013. A base do trabalho da equipe é a reportagem de rua, aquela em que os repórteres sujam o pé na lama e gostam. Oferece um jornalismo narrativo, tão em falta na mídia convencional. As pautas são, quase sempre, sobre a realidade nos municípios potiguares.

Como monetiza: estudando a melhor forma, recursos próprios por enquanto.

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8. Jota

Jota é um site que produz informação especializada e de qualidade voltado para o universo jurídico. Seu conteúdo inclui notícias exclusivas, análises e informações de bastidores com valor para quem vive do Direito. O intuito é tornar o universo jurídico mais transparente e o ambiente de negócios, mais previsível. Fundado em 2014, em Brasília (DF).

Como monetiza: publicidade no site, assinaturas, newsletters de conteúdo especializado, investimento privado.

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jota 

9. Livre Jor

Livre Jor é um coletivo independente feito por jornalistas desde 2014. Sua matéria prima para as notícias são os dados públicos, minuciosamente analisados. Para tal, acompanham sistematicamente diários e documentos oficiais, além de buscarem esclarecimentos dos poderes públicos via Lei de Acesso à Informação. Nasceu em Curitiba e seu foco é o que ocorre no Paraná.

Como monetiza: ainda não monetiza.

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10. Terra Sem Males

O Terra Sem Males é um projeto de jornalismo independente feito com a colaboração de vários jornalistas, criado em 2015. Sua pauta é baseada na democratização da comunicação e sua missão é dar voz e visibilidade às populações e povos que não tem vez, nem voz na mídia convencional. Atua em defesa dos direitos humanos e dos trabalhadores. É de Curitiba.

Como monetiza: doações, mas estuda outros meios também.

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11. Desacato

Desacato é uma cooperativa de jornalistas, produtores culturais, técnicos em informática, tradutores, cinegrafistas, fotógrafos, designers, publicitários e editores. Foi fundada em 2011 para ser uma opção aos monopólios da comunicação. Oferece serviços como notícia, artigo, audiovisual, livro, cobertura de eventos, entre outros sob demanda. É de Florianópolis.

Como monetiza: produzindo conteúdo sob demanda.

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12. Cidades para Pessoas 

Cidades para Pessoas é um projeto de investigação que interpreta e experimenta ideias para cidades mais humanas. Foi criado em 2011 para investigar a vida urbana, interpretar suas descobertas e experimentar algumas ideias, na prática, em oficinas e protótipos de intervenções urbanas. Produz em expedições por cidades do Brasil e do mundo usando a apuração jornalística e o desenho de observação. Expõe suas descobertas em diversas linguagens como reportagens, diários ilustrados, vídeos, mapas, palestras, exposições, etc. É de São Paulo. 

Como monetiza: por meio de palestras e projetos especiais.

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cidade

13. Aos Fatos

Aos Fatos é a primeira plataforma multimídia brasileira criada para verificar diariamente o discurso público. Independente, seleciona afirmações de personalidades da política, sem distinção partidária ou ideológica, para checar sua verdade. Classifica falas, documentos e peças publicitárias em graus diferentes de autenticidade: falso, exagerado, impreciso e verdadeiro.

Como monetiza: crowdfunding, doação de Pessoas Jurídicas, parcerias de conteúdo.

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14. Agência Mural

Agência Mural é a evolução do blog Mural, o primeiro veículo de comunicação das periferias de São Paulo, nasceu de um esforço coletivo de aproximadamente 20 pessoas, para minimizar lacunas de informação sobre essa área. Trata de informação e de inteligência sobre as periferias da capital paulistana, se estende até o centro do poder político-econômico paulistano e também alcança as cidades da região metropolitana.

Como monetiza: agência de notícias, informação e inteligência sobre as periferias de São Paulo.

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15. #Colabora

Colabora é um projeto jornalístico sem fins lucrativos e nem qualquer vinculação partidária. Nasceu da certeza de que é preciso enfrentar a ideia do Eu, do Aqui e do Agora. Um conceito que tem dominado boa parte das conversas e das decisões que nos cercam. Tem uma proposta inovadora: quer trocar o Faça Você Mesmo pela Construção Coletiva. É do Rio de Janeiro, mas cobre nacional e mundial, muitas vezes.

Como monetiza: publicidade no site, crowdfunding, doação de Pessoas Jurídicas, realização de eventos.

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colabora

 

16. Nonada

Nonada – Jornalismo Travessia é um coletivo de jornalismo cultural e alternativo feito por cerca de vinte pessoas que trabalham de forma colaborativa. Seus textos abraçam a ideia de que é preciso se aprofundar nos assuntos para escrever sobre eles, deixar a superfície e alcançar novos níveis. Essa é a missão do Nonada: encarar a cobertura da cultura no jornalismo como uma grande travessia, para entendê-la e torna-la melhor. É de Porto Alegre.

Como monetiza: contribuições contínuas e avulsas.

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17. APública

A pública é uma agência de reportagem e jornalismo investigativo sem fins lucrativos, pioneira no Brasil. Produz por meio de financiamento coletivo e com o suporte de algumas fundações, comprometidas com o fortalecimento da democracia, o que permite realizar um trabalho independente. Precursora, a Agência Pública ajudou e continua a ajudar na concepção e manutenção de novos veículos independentes. Para a Pública “o jornalismo não está em crise – está em renovação.”

Como monetiza: crowdfundig, doações, apoio de fundações.

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AP

18. Marco Zero

O Marco Zero Conteúdo é um coletivo de jornalismo investigativo que aposta em matérias aprofundadas, independentes e de interesse público. Sua linha editorial está voltada para três principais pontos: semiárido nordestino, urbanismo e relações de poder. Não recebe patrocínios de governos, empresas públicas ou privadas para manter a independência. Sobrevive com a colaboração e doações voluntárias de leitores e parcerias através da prestação de serviços para fundações e organismos internacionais.

Como monetiza: doações, prestação de serviços e parcerias.

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19. Ponte

A Ponte é um site de jornalismo independente sobre Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos. Foi fundado, com suporte institucional e estrutural da Agência Pública, por ex-profissionais de grandes veículos de comunicação. A produção, que conta com aproximadamente vinte jornalistas, é toda voluntária, ninguém é remunerado pelas matérias, porém tem o crédito publicado. Se quiser produzir para A Ponte, precisa enviar e-mail com a sugestão de pauta, para avaliação.

Como monetiza: doações e apoiadores.

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20. Afreaka

Afreaka print

O Afreaka é um veículo independente que busca desmistificar o estereótipo da África no Brasil. Com notícias, educação e produção cultural, apresenta outros aspectos do continente africano. Uma África proativa, inovadora, positiva, com muitos exemplos a serem seguidos para tentar quebrar aquele preconceito atribuído à cultura africana e afro-brasileira. O site já conta com mais de um milhão de acessos e 70 mil seguidores nas redes sociais. Tem produção colaborativa, oferece serviços e também é aberto para anúncios.

Como monetiza: doações, serviços e anúncios.

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21. Repórter Brasil

A Repórter Brasil é uma ONG criada por jornalistas, cientistas sociais e educadores para identificar e levar ao conhecimento público situações que ferem direitos trabalhistas e causam danos socioambientais no Brasil. O trabalho consistente desenvolvido pelo veículo o tornou uma das mais importantes fontes de informação sobre o trabalho escravo no país. A ONG tem suas contas analisadas por auditoria independente todo ano.

Como monetiza: publicidade no site, crowdfunding, doação de Pessoas Jurídicas, doações de Pessoas Físicas, grants e doações de entidades nacionais e internacionais.

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22. Brio

O Brio é uma plataforma especializada na produção de grandes reportagens, criada no ano passado. Sua proposta é produzir grandes histórias, contadas em capítulos, para arrebatar a atenção do leitor, lembrando folhetins antigos. O site acredita em narrativas aprofundadas ao invés da urgência diária do jornalismo, para cativar o leitor.

Como monetiza: assinatura de leitores.

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Brio print

23. Fluxo

O Fluxo é mais do que um veículo de produção independente de informação. Também funciona, no centro de São Paulo, como uma redação, estúdio, espaço de reuniões e encontros para profissionais da comunicação, que queiram explorar novas possibilidades para o jornalismo. Sem anunciantes, o fluxo busca sua independência financeira na relação direta com sua audiência. Não deixe de ver o criativo vídeo do fundador pedindo colaboração do leitor.

24Amazônia Real

O Amazônia Real foi criado no final de 2013 para dar visibilidade às questões da Amazônia e seu povo. Produz um jornalismo pautado em grandes histórias das populações daquele estado, principalmente aquelas que têm pouco espaço e visibilidade na grande mídia, como índios e quilombolas. É uma organização sem fins lucrativos, sediada em Manaus, no Amazonas, que também tem o apoio da Agência Pública.

Como monetiza: doações de leitores e de uma fundação.

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25. Torcedores

Torcedores é um portal de notícias esportivas de conteúdo colaborativo voltado para o futebol, mas que também tem espaço para outros esportes. Sua produção conta com mais de 500 colaboradores ativos, que escrevem para o site de graça, e uma equipe editorial profissional. Tem mais de 1 milhão de usuários diários nas redes sociais. Tem um mídia kit bem bacana.

Como monetiza: sobrevive de anúncios e matérias patrocinadas.

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Inspiração não falta! Agora, imagine aliar todo esse conhecimento às suas ideias, suas aspirações, sua bagagem e sonhos de realização?
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About The Author

ViRachinski

Inconformada com o conformismo...empenhada em evoluir...adora discutir, no melhor sentido da palavra. Filha de Ivo sábio e Diva guerreira, mãe de Francisco, só o nome já explica. Jornalista, montanhista e em busca de novas trilhas!!!

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