Jornalista empreendedor – ela mudou de área, mas a comunicação ainda é seu grande trunfo II

 

patricia

Continuação da entrevista com a Patricia Thomaz:

R.J. – O que te fez escolher outra profissão mesmo com o sucesso na carreira de jornalista?
P.T. – O principal motivo foi o chamado interno, apesar de ser muito difícil para as pessoas entenderem isso. Nós vivemos na cultura da razão, ou seja, avaliamos apenas pelo mental. Mas com o processo interno que o yoga me ajudou a desenvolver, eu já vinha dando mais ênfase para a minha intuição e avaliando o que realmente iria me completar.
Havia também uma vontade de empreender, de desenvolver um projeto maior, que trouxesse satisfação pessoal e que promovesse mais bem-estar e equilíbrio nas pessoas. Ter um empreendimento exige muita dedicação e preparo, sei que toda a bagagem nas áreas de comunicação e marketing foi de fundamental importância.
Também vale dizer que o fato de já ter realizado todos os sonhos e ambições na área da comunicação fez a diferença. Quando um ciclo se fecha, é mais fácil iniciar outro.
R.J. – Como foi o processo para construir essa segunda carreira? Foi fácil, rápido?
P.T. – O processo para construir uma segunda carreira não é fácil e exige preparo, estudo, planejamento. Quando você vai iniciar uma empresa também requer análises de mercado, consultoria, novos conhecimentos, estratégias de ação.
E não é um processo rápido. Eu ainda continuo investindo muito para aprofundar os conhecimentos. Neste ano de 2015, eu participei de diversos cursos e workshops tanto na área de yoga e bem-estar como na área de empreendedorismo. Foi um ano intenso, de muito trabalho e estudos. E sei que 2016 não será diferente o que me deixa feliz e animada.
R.J. –  Como está hoje na carreira profissional? Feliz, realizada, mudaria de novo?
P.T. – Hoje estou muito feliz e realizada e se o tempo voltasse diria para mim mesma: vai fundo, que você consegue, rs. Ou seja, com certeza faria tudo de novo!
R.J. – Já atingiu o patamar desejado no seu novo negócio ou ainda quer mais?
P.T. – Estou no caminho, atingi as primeiras metas, mas ainda há um planejamento a longo prazo. E isso é o que deixa mais motivador.
R.J. – Conseguir ganhar dinheiro é um dos grandes medos do jornalista que quer empreender não?
P.T. – Essa é a grande preocupação de qualquer pessoa que decide ser um empreendedor ou dar novo rumo à sua carreira. Mas quem abre uma empresa sabe que precisa ter um capital e que os primeiros meses são de investimento. Ou seja, tem que planejar. O momento econômico atual também exige dedicação e criatividade. Quando você consegue oferecer diferenciais, conquistar e fidelizar o seu público, ser correta, criar um relação saudável, o retorno financeiro é uma consequência.
R.J. –  Quais foram os principais desafios nessa caminhada?
P.T. – Foram muitos desafios, mas todos positivos. É um crescimento imenso, são muitos aprendizados, superações e conquistas. Escolher estradas diferentes da grande massa não é fácil, trocar o cômodo pelo inesperado gera um certo medo. Mas eu sabia que optar por saúde, bem-estar e mais qualidade de vida traria muitos frutos.
R.J. – Quais os pontos positivos nessa mudança de rota?
P.T. – Só vejo pontos positivos. Hoje meu trabalho consiste em ajudar as pessoas a lidarem melhor com as armadilhas da ansiedade, das grandes doses cotidianas de estresse, da insônia, da insegurança, da síndrome do pânico, da depressão, do vazio interno, das dores no corpo, da falta de energia. É recompensador perceber as mudanças em cada aluno.
O yoga promove muitos benefícios como saber parar, aquietar a mente, ter mais força, resistência e flexibilidade, enfim, conquistar mais equilíbrio físico e mental. Você desenvolve muita consciência corporal e um olhar mais interno para as suas necessidades e buscas. Também reaprende a respirar com mais qualidade e a utilizar a respiração como ferramenta para controlar melhor as emoções e padrões mentais. Além disso, trabalha melhor a energia vital, enfim é uma prática completa para saúde, bem-estar, inteligência emocional e qualidade de vida.
R.J. – Você acha que a atuação do profissional jornalista chegou num ponto que precisa de reformulação? Assim como as empresas de comunicação?
P.T. – Com certeza. Nenhuma área deve ficar estagnada e a comunicação exige ainda mais a reformulação constante, já que as ferramentas e as linguagens estão se modernizando num ritmo intenso. É preciso estar aberto a rever seus conceitos, a mudar, a aprender, a conhecer o novo. Os profissionais de comunicação devem estar com a mente flexível para isso tudo. A nova geração domina as redes sociais e recria a forma de produção de conteúdo a cada instante. É necessário se atualizar, abrir os horizontes, rever a forma de produzir, sem medo de perder as origens.
R.J. – Que conselho ou dica você daria para os jornalistas que querem empreender?
P.T. – Não deixe o comodismo, o medo ou a falta de incentivo te limitar a investir em um sonho. Para colocá-lo em prática, desenvolva um bom planejamento, busque informação, consulte o Sebrae e tantas outras instituições abertas ao empreendedorismo, converse com pessoas do ramo, compreenda como o mercado na área escolhida se comporta, observe o público alvo, suas necessidades, as lacunas existentes nos serviços oferecidos. Escolha, invista, planeje, trabalhe e se supere o tempo todo.
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ViRachinski

Inconformada com o conformismo...empenhada em evoluir...adora discutir, no melhor sentido da palavra. Filha de Ivo sábio e Diva guerreira, mãe de Francisco, só o nome já explica. Jornalista, montanhista e em busca de novas trilhas!!!

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