Quem são os profissionais que estão escrevendo a história da mídia livre no Brasil?

 

Estamos no olho do furação! Já percebeu? Sei que as vezes é difícil, pois a preocupação com o emprego, com a crise, com a validade do diploma e com tantos problemas, nos impede de ver além. Mas estamos escrevendo a nova história do jornalismo, precisamente em meio à produção de novos capítulos. Redigindo numa velocidade frenética, com deadline estourado!

Quem está em busca, antenado, querendo criar e se reinventar na profissão, já se deu conta. Essa transformação começou tímida, há pouco mais de cinco anos, e foi aos poucos se multiplicando país a fora. Mudança que atrai ou pelo menos desperta a curiosidade de cada profissional, até de quem ainda atua na velha indústria jornalística.

E quem são os jornalistas precursores? Os protagonistas dessa bela e nova trajetória? Confira aqui, alguns desses bravos!!!

1. Marina Amaral

Marina

Foto: facebook

Ao lado de Natália Viana e Tatiana Merlino, ela é “simplesmente” uma das precursoras do jornalismo independente no Brasil. Marina Amaral criou a Agência Pública, em março de 2011. Um veículo de jornalismo investigativo que já apoiou e continua a apoiar o surgimento de diversas outras iniciativas do gênero. Desse belo e consolidado trabalho surgiu também a Casa Pública, um espaço para discutir, apoiar e fomentar o jornalismo independente e inovador no Brasil e na América Latina. Marina, claro, tem um largo currículo em projetos próprios e na velha mídia. Na direção da Pública já foi indicada ao 8ª edição do Troféu Mulher Imprensa. Marina também é vencedora de dois prêmios Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em 2008 e 2005.

 

2. Sérgio Miguel Buarque

Foto: Linkedin

Sérgio é um dos fundadores do  Marco Zero, uma agência de jornalismo investigativo, independente e sem fins lucrativos. Foi criado em junho de 2015 por um grupo de jornalistas, entre professores da Unicamp e da Universidade Católica do Pernambuco. Sérgio começou a carreira como repórter de Esportes no Diário de Pernambuco, onde também foi editor de Política e editor-executivo. Em 2011, concluiu o curso Master em Jornalismo Digital pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais, vinculado a Universidade de Navarra. Carrega na bagagem o Prêmio Cristina Tavares de Jornalismo (2005), o Prêmio Caixa de Jornalismo Social (2006), entre outros em que foi finalista.

3. Antonio Martins 

Foto: facebook

Ele é o organizador do projeto Outras Palavras, uma rede de blogs jornalísticos, que trata de grandes temas da conjuntura nacional e internacional; e da garantia do direito à comunicação. Criado ainda em 2009, o site tornou-se uma referência no novo mundo da “comunicação compartilhada” ou da “mídia livre”. Antonio Martins é jornalista, criador de redes sociais e ativista, o que explica sua larga biografia na fundação de mais veículos como o Le Monde Diplomatique Brasil, os sites Planeta Porto Alegre, Porto Alegre2003 e Porto Alegre 2002 (esses três, em articulação com os Fóruns Sociais Mundiais). Também foi fundador e editor da Agência Carta Maior. Passou por veículos da grande mídia,  veículos voltados à classe operária e começou no jornal Universidade da União Nacional dos Estudantes – UNE.

 

4. Paula Miraglia

Foto: Linkedin

Paula não é jornalista, mas vislumbrou oportunidade no setor e em parceria com a engenheira Renata Rizzi e o jornalista Conrado Corsalette fundou o Nexo jornal. Juntos eles investiram recursos próprios para criar um canal digital que oferece aos leitores informações contextualizadas, com uma abordagem original. Sua linha é oferecer conteúdos relevantes de forma clara, plural e independente, contribuindo para a formação da opinião do leitor e para o debate público. Paula é cientista social e doutora em antropologia social pela USP. Foi diretora de organizações não-governamentais como o International Centre for the Prevention of Crime, no Canadá. Foi consultora do Banco Mundial e do Banco Interamericano para o Desenvolvimento.

 

5. Katia Brasil

Foto: facebook

Kátia é uma das fundadoras da agência de jornalismo independente Amazônia Real, um veículo de comunicação pautado nas questões da Amazônia e seu povo. Formada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, iniciou a carreira nas rádios Tupi e Tropical. Em 1991 mudou-se para a Amazônia. Em Roraima, trabalhou em jornais como O Estado e A Gazeta e também foi correspondente de O Globo. Em Manaus, trabalhou em jornais locais, na TV Cultura e foi correspondente do Estado de S. Paulo. Passou pela Folha de S. Paulo. Entre os prêmios que ganhou estão o Esso de Jornalismo com reportagem “Bandeira do Brasil Hasteada na Fronteira” pelo jornal A Gazeta de Roraima e o 1o. Prêmio de Jornalismo da Associação Médica do Estado do Amazonas. Foi indicada ao Troféu Mulher Imprensa 2011.

 

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6. Adriano Silva

Foto: facebook

Adriano fundou o Draft, um projeto incrível para acompanhar e registrar o impacto do empreendedorismo criativo no país. É daqueles jornalistas que não param de inventar novos caminhos. Sócio fundador e CEO da The Factory e da Damnworks e fundador da Spicy Media – trouxe o Gizmodo, o Jalopnik e o Kotaku ao Brasil. Antes, passou por diversos veículos da grande mídia como TV Globo, Editora Abril, Superinteressante, entre outros. Tem MBA pela Universidade de Kyoto, no Japão e é graduado em Comunicação Social, pela UFRGS. Autor de livros como: “O Executivo Sincero – Revelações subversivas, surpreendentes e inspiradoras sobre a vida nas grandes empresas” (Rocco, 2014), que também deu origem a coluna “O Executivo Sincero”, mantida na Rádio CBN.

 

7. Bruno Torturra

Bruno

Foto: facebook

Bruno é o idealizador do Estúdio Fluxo, um espaço plural e em construção para repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, editores e artistas poderem explorar novas possibilidades para o jornalismo. O Fluxo também testa novas formas de viabilizar a produção de informação, baseada na relação direta com a audiência. Foi Bruno quem fez, em 2011, a primeira transmissão ao vivo por streaming de uma manifestação de rua do Brasil. A partir daí ajudou a criar e difundir a PósTV, rede nacional, descentralizada e experimental de streaming. É um dos criadores da Mídia NINJA (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), uma rede de jornalismo colaborativo. Também provocou um forte debate sobre o ambiente da mídia no país. É palestrante, debatedor e ativista. Antes de tantas inovações, esteve por 11 anos na revista Trip.

 

8. Breno Costa

Breno costa

Foto: medium.com

Breno Costa é um dos jornalistas fundadores do Brio, uma plataforma de jornalismo independente que leva para a  internet grandes histórias, conteúdo aprofundado e relevante, sem o imediatismo da notícia diária. Ele e outros dois jornalistas, que se conheceram na Folha de São Paulo, resolveram empreender na área após vários debates sobre o futuro do jornalismo. Breno foi repórter da Folha por quase seis anos e deixou o veículo para se dedicar ao projeto independente. Antes, ele já havia se aventurado na criação da Indie Journalism, uma startup focada na produção independente de grandes reportagens, em que os profissionais eram convidados a editarem e publicarem suas histórias, vendendo-as direto ao público. Breno é formado pela Universidade Federal Fluminense.

 

9. Nana Queiroz

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Foto: facebook

Lembra-se da protagonista da campanha “Eu Não Mereço Ser Estuprada”, lançada em 2014? Foi a partir daí, indignada com o resultado da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres” que apontou que, para 26% dos brasileiros, mulheres que mostram o corpo merecem ser atacadas, que a jornalista Nana Queiroz idealizou a Associação AZMina de Jornalismo Investigativo, Cultura e Empoderamento Feminino. Nana também é escritora, roteirista e colunista do Brasil Post. Como jornalista, passou por veículos como as revistas Época, Galileu, Criativa e Veja, além dos jornais Correio Braziliense e Metro. É bacharel em jornalismo pela USP e especialista em Relações Internacionais pela UnB.

 

 10. Matheus Rocha

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Foto: Novo Jornalismo

Mattheus Rocha é o fundador do site Novo Jornalismo, que apresenta uma visão DIGITAL da comunicação e tem como objetivo oferecer dicas e artigos sobre como vencer as barreiras do jornalismo tradicional. Comunicólogo com habilitação em Jornalismo, atua na área de marketing digital desde 2006. Certificado pelo Google em Analytics e AdWords, desenvolve estudos em técnicas de jornalismo digital e marketing de conteúdo, com foco em resultados e conversões. É sócio-fundador e diretor executivo da agência Fizzy Marketing Digital. Apesar de jovem o Projeto Novo Jornalismo já é premiado como Melhor Conteúdo Digital na categoria Media & News, do World Summit Award 2015, etapa Brasil.

 

11. Verônica Machado

Verônica Machado

Foto: facebook

Verônica Machado é uma incentivadora do jornalismo aliado ao marketing digital e mentora de jornalistas que desejam empreender. Apaixonada por internet e todas as possibilidades que a rede oferece ela criou o Jornalista 3.0, para ajudar colegas de profissão a realizarem projetos digitais com propósito. Ela também é a criadora do primeiro curso de empreendedorismo, totalmente online, voltado exclusivamente para jornalistas que querem se atualizar e realizar um projeto na internet. É idealizadora do projeto Vidas Contadas, onde descobriu seu grande propósito que é contar histórias de pessoas comuns. A jornalista já foi repórter do Correio Braziliense e também é especialista em Marketing Digital.

 

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Chocado também? Muita gente fera, né! ;b
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About The Author

ViRachinski

Inconformada com o conformismo...empenhada em evoluir...adora discutir, no melhor sentido da palavra. Filha de Ivo sábio e Diva guerreira, mãe de Francisco, só o nome já explica. Jornalista, montanhista e em busca de novas trilhas!!!

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Comentários

  1. Toni Caldas disse:

    Aqui no Recôncavo estamos, eu e um coletivo de cineastas, museologos, historiadores e uma maior parte de jornalistas há de 4 anos batendo cartão para a insubordinação no jornalismo comunitário, na publicidade social e na inovação social. Conectando nossa região do interior com o mundo, garantindo posicionamento digital e saída midiática, essa região que tem muito sobre as origens do Brasil, uma diversidade cultural colossal e muitas belezas naturais e históricas. Conheçam essa Bahia! http://www.portalaponte.com

    1. ViRachinski disse:

      Que bacana Toni Caldas! Certamente a Bahia é um espaço muito rico e que precisa ser bem conhecido por todos nós brasileiros, eu já estive em seu estado :D. E vocês já têm conseguido se manter com o projeto? Estão monetizando ele ou tem planos para tal?

  2. Acredito que também inovei o jornalismo ao criar um veículo para um público esquecido da grande imprensa e dos grandes anunciantes, representativo do ponto de vista econômico e que requer uma abordagem direta para ter o interesse pela leitura despertado. Além disso, a abordagem era inédita na época, há 10 anos: desde dez/2005, produzo mensalmente um jornal de boas notícias voltado para pessoas que vivem em pequenas cidades do interior de SP.
    O conteúdo feito de artigos e matérias relacionadas a cidadania, meio ambiente, comportamento, cultura, agronegócio, entre outros, parte de um acerto, dos bons exemplos, com o intuito de provar que é possível agir de maneira construtiva e dar caminhos concretos que possam despertar o senso crítico e a consciência coletiva.
    O foco em questões de qualidade de vida deram ao veículo mensal, que segue impresso gratuitamente para 25 municípios com menos de 150 mil habitantes apesar de todas as dificuldades e está alocado numa biblioteca virtual, um volume de cobertura relacionada a meio ambiente não apenas grande, como consistente, contribuindo como documentação em processos públicos, como na questão de preservação de um rio paulista, o Pardo do sudoeste do Estado.
    O jornal, que foi batizado de “Gostoso de ler.” por leitores de todas as idades, busca ser compreensível para as pessoas simples das pequenas cidades sem deixar de contextualizar os pontos apresentados num mundo global, portanto, acessível a todos.
    Com a intenção de complementar a leitura que já existe de veículos de cobertura factual e evitar o jornalismo de denúncia, não produzimos cobertura política ou policial.
    Estamos na 125 edição (em produção) sem corromper os valores éticos da profissão, uma postura bastante rara e desafiante no interior, apesar de ser algo esperado de qualquer atividade respeitável.
    Para avaliar o quanto o Caderno 360 é inovador, indico dois endereços virtuais, onde constam as edições: http://www.caderno360.com.br (primeiros anos) e http://www.issuu.com/caderno360 (anos recentes).
    Vale informar ainda que em virtude da dificuldade de recursos materiais e humanos, produzo o 360, como gosto de chamá-lo, praticamente sozinha, valendo-me da contribuição de colunistas e ilustradores que vivem em pontos distantes, mas que têm algum vínculo com o universo do interior, que é bastante diferente das grandes cidades.
    Em termos de reconhecimento, fomos agraciados espontaneamente com o troféu Imprensa do Bem, concedido pela ONG Turma do Bem há alguns anos.
    Grata pela atenção.
    Flávia Rocha Manfrin

    1. ViRachinski disse:

      Bacana Flavia, parabéns e obrigada pela contribuição! Boa sorte e mais sucesso!