SEO para jornalistas: sem preconceito

Imagino que, como jornalista que é, você já sabe o significado da sigla SEO. Não, não estamos falando do diretor de uma empresa. Este é o CEO, Chief Excutive Officer. Tudo bem se você confundiu, estamos aqui para ajudar.

SEO quer dizer Search Engine Optimization, algo como otimizar para motores de busca, em uma tradução livre. SEO é um conjunto de medidas e critérios usados na internet para que um site seja melhor ranqueado em sites de busca, ou melhor dizendo, no Google.

Quem está na internet e no jornalismo digital precisa usar as técnicas corretas para ser encontrado e lido. Se você recebe um bom tráfego é porque seu SEO, mesmo feito inconscientemente, é bom.

Por que jornalista tem preconceito com SEO?

Quando surgiram os primeiros buscadores como Alta Vista, Cadê ou Sapo, em meado dos anos 90, a fórmula usada era baseada em palavras-chave. Por isso formou-se a ideia de que para ser encontrado, bastava encher o texto de palavras-chave. Por exemplo, se você produziu um conteúdo sobre cozinha mediterrânea, bastava repetir a expressão durante todo o texto e as chances de aparecer em primeiro lugar na página de busca eram grandes.

Buscador Alta Vista nos anos 90

Imagem: http://toyoutome.es/pt/

Como jornalistas, nós fugimos da repetição excessiva de palavras, que torna o texto feio e pobre em comunicação. Esta ideia, dos primórdios dos motores de busca, deixou como sequela o preconceito dos jornalistas em relação a SEO. Para o jornalista, professor e consultor em mídias digitais Sérgio Lüdtke, a a aplicação das velhas técnicas passa a ideia de intromissão na criação. Na pesquisa Empreendimentos Digitais do Jornalismo Brasileiro, Sérgio, que também é membro do Grupo de Avaliação Editorial (GAE) do Estadão, descobriu que otimização de conteúdo é uma dificuldade nos projetos online de jornalismo, mas não é a principal preocupação dos empreendedores da área. Para ele é preciso dar mais importância ao SEO para atrair melhor o público que vem de buscadores como o Google. “Eu insisto muito na necessidade de diversificarmos as fontes de audiência e buscar um equilíbrio entre essas fontes. Quando conseguimos esse equilíbrio, não ficamos tão dependentes de uma única fonte e isso diminui o risco de perda repentina de audiência caso uma das fontes apresente problemas”.

Não adianta ter apenas palavra-chave: o conteúdo vem primeiro

Quem estava preocupado com o primor do texto na internet pode relaxar! Os buscadores de hoje, principalmente o Google, são muito mais completos e complexos. Não é mais a quantidade de palavras que dita a ordem dos resultados na página de busca. Aliás, quem enche o texto de palavras-chave para tentar aparecer primeiro na busca pode até ser punido pelo Google. Elas continuam sendo importantes, afinal é a partir delas que começa a busca do usuário, mas hoje, as também conhecidas como keywords, dividem a atenção com centenas de outros critérios. Há algum tempo isso parecia impossível, mas a maior empresa do mundo consegue avaliar a qualidade do conteúdo e a credibilidade do site. É por isso que nós confiamos tanto assim no Google: ele se esforça para trazer exatamente aquilo que procuramos!

Este vídeo explica como o Google evoluiu desde sua criação, em 1996, e como os engenheiros trabalham para que os resultados das buscas sejam cada vez mais eficientes.

Aí você me pergunta, mas se o Google identifica a qualidade do conteúdo, então eu não preciso me preocupar com SEO, certo? Errado! Porque o SEO ajuda o robozinho do Google a procurar e decidir o que é melhor, afinal tem muita coisa na internet, de qualidade boa e de qualidade duvidosa. Vale a pena conhecer os critérios que vão ajudar seu texto ou seu vídeo a aparecer nas primeiras posições. Aplicando algumas técnicas simples e usando uma estratégia de marketing integrada, você consegue dar uma ajudinha para o robô das buscas, sem prejudicar seu texto.

É necessário que jornalismo continue sendo jornalismo, com todos os compromissos que a profissão exige, mas ela está aprendendo a dialogar com outras, especialmente com o marketing. E espero que esse diálogo sirva para melhorar ambas as profissões”.      

                                                       Sérgio Lüdtke, jornalista e consultor digital

Privilegie o usuário

Em primeiro lugar vem o leitor. Sempre. Ou o internauta, afinal, jornalista digital produz conteúdo multimídia, não é verdade? Não adianta você encher o material de referências, construir usando bons títulos e recursos, se o resultado não agrada o seu público. Mas e como o Google sabe que o conteúdo agradou meu público? Um dos termômetros é a quantidade de acessos, compartilhamentos e links de outros sites importantes que levam para o seu material. Por isso SEO se divide em duas partes principais: on page, que diz respeito ao seu site, e off page, que depende do que outros sites “falam” sobre você.

Jornalistas trabalhando na redação

O bom conteúdo se espalha e consegue se destacar, sem que o jornalismo seja prejudicado. Com a quantidade de informação que é buscada pela internet, hoje é impensável um jornalista que não entenda pelo menos o básico de SEO, ou como ele funciona. Para o professor Sérgio,  as novas gerações de jornalistas, já nativos digitais, têm lidado melhor com as exigências de novas competências e novos repertórios que a comunicação digital exige. (…) o entendimento de que a audiência também é fruto do uso de técnicas que auxiliam na conexão com os leitores, faz com que disciplinas como SEO sejam mais bem entendidas e, por consequência, melhor aceitas pelos profissionais de comunicação”. 

Na segunda parte deste artigo, que vai ser publicada nos próximos dias, nós vamos contar o que aprendemos sobre como melhorar o SEO on page e off page do seu site. Tudo depende da sua estratégia e, assim com nós aqui no Reinventa, você vai perceber que já usava algumas técnicas de otimização mesmo sem saber! E que tem muitas outras para aplicar! Para não perder a segunda parte do artigo, deixe seu nome e e-mail aqui embaixoe você vai receber o link no seu e-mail!

 

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elainenwzorek

Sou amante de mudanças. Seja pra mudar de país ou pra mudar o lado da cama, estou dentro. Adoro contar histórias e ouvi-las também. Adoro mudar de opinião quando os argumentos me convencem. Amo jornalismo, fotografia, inglês, inspiração, vida e pessoas. Amo Guinness. Amo aprender, sempre!

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